BREVE HISTÓRIA DO CLUBE |
|
O
Clube Naval de Maputo, anteriormente Clube Naval de Lourenço Marques,
foi fundado em 1913, com o nome de Grémio Náutico de Lourenço
Marques, por um pequeno grupo de jovens, sendo o seu sócio fundador nº
1, e Vice Comodoro Honorário, José Correia Borges, sendo a sua
constituição formalizada por Alvará de 25 de Agosto 1913 publicados
no Boletim Oficial nº 35.
Na
sua fundação estava bem presente o entusiasmo pelas modalidades náuticas,
em particular o remo e a vela.
Segundo
as informações recolhidas, na sua fundação e antes da publicação
oficial dos estatutos, a quota paga pelos sócios era de cinquenta
centavos, passando a um escudo depois da publicação do Alvará.
O
Grémio Náutico organizou a primeira regata em Julho 1913, ao longo
da ponte cais Gorjão.
Segundo
o relatório da Direcção, em 1914 o material de que o Grémio Náutico
dispunha resumia-se a uma canoa, dois “inrrigers” e 14 remos tendo
um barracão para a sua guarda.
O
Grémio Náutico em 1917, devido aos esforços de José Correia
Borges, vice-comodoro, e do Engº J. Vaz Monteiro, Presidente da Direcção
conseguem que o Conselho de Turismo lhe construa o edifício para a
sua sede. Assim na noite de 2 de Outubro de 1916 realiza-se um sarau
no Teatro Varietá, com o fim de angariar fundos para mobilar o edifício
e a Direcção conseguiu que o Governador-Geral de então, Dr. Moreira
da Fonseca, se interessasse pelo Grémio e lhe concedesse um subsídio
de 1.200 libras para mobilar o edifício. A inauguração da nova sede
fez-se a 27 de Dezembro de 1919.
Em
1919 o número de sócios era já de cerca de uma centena, passando
para mais de 500 um ano depois, que pagavam uma quota de vinte escudos
que passou mais tarde para cinquenta escudos.
Pelos Alvarás de 9 de Agosto de 1915 e de 17 de Janeiro de 1922, publicados respectivamente nos Boletins Oficiais nº8, II série de 21 de Agosto de 1915 e nº7, de 18 de Fevereiro 1922, foram aprovados Estatutos do Grémio Náutico e sua revisão.
Na
sequência de Assembleia Geral realizada a 19 de Junho de 1937 foi
aprovada a alteração do nome do Grémio Naútico de Lourenço
Marques para Clube Naval de Lourenço Marques.
Por
Portaria nº 6980 de 26 de Julho de 1947 publicada no BO nº 30 de 26
de Julho de 1947 é aprovada e publicada nova revisão dos estatutos
do Clube, declarado, por Portaria 14400 de 29 de Outubro de 1960,
instituição de utilidade pública.
Foi-lhe
atribuído, por Alvará da Câmara Municipal de Lourenço Marques o
terreno actualmente ocupado pelo Clube onde estavam já implantados o
edifício principal, que constitui um dos ex-libris da capital Moçambicana.
No
decurso da sua história quase centenária o Clube Naval promoveu inúmeras
competições de remo, vela, nas classes de Snipes, Spearhead, 505, O,
FD, Vaurien, Pesca Desportiva, motonáutica e natação.
Novamente
são revistos os Estatutos do Clube, aprovados por Portaria nº 20622
de 28 de Outubro de 1967.
Em
1974, com o esforço dos sócios foram construídas as actuais
piscinas, a maior sobre uma antiga rampa muito usada pelas embarcações
de vela e remo.
De
destacar a regata oceânica internacional Vasco da Gama, entre a
antiga Lourenço Marques e Durban foi iniciada 16 de Julho 1967, ganha
pela embarcação Columbine capitaneada por Bobby Nuttall.
A primeira regata de quase 3.700 milhas Cabo-Rio em 1971, teve uma presença portuguesa com o Adamastor, um veleiro de cerca de 12 metros construído para o efeito. Foi talvez a primeira participação portuguesa numa regata atlântica. O comando foi da responsabilidade do Cmdte. Rosa Coutinho que levava mais seis tripulantes, entre eles Ruben Domingues.
Na
regata de 1973, por causa do mau tempo, a vela grande do Adamastor,
capitaneada por A. Coutinho rasgou-se, tendo a embarcação completado
o percurso até Durban apenas com a vela de estai, demonstrando o espírito
de determinação característico de todos os que participam na regata
Vasco da Gama.
Interrompida
no trajecto Lourenço Marques – Durban, após 1974, durante alguns
anos, foi retomada em 2001, promovida pelo Yatch Club de Durban em
colaboração com o Clube Naval.
Relevante,
também, recentemente, em 1999, a realização no anfiteatro natural
que envolve o Clube Naval e que permite uma fantástica visão da Baía
de Maputo, de uma prova do campeonato Sul Africano de Formula 1, em
Motonáutica.
Nos
últimos anos as sucessivas Direcções do Clube Naval têm feito um
esforço importante no sentido de reorganizar e dinamizar as
actividades desportivas náuticas, e não só, em que se destacam a
natação, a vela, a pesca desportiva, o mergulho, o ténis, bem como
de regularizar a situação juridica do Clube mediante a actualização
dos seus Estatutos e Regulamento Interno.
Em
especial, em Assembleia Geral de 4 de Novembro 1999 foram aprovados
os Estatutos actualmente em vigor do Clube, publicados a 13 de
Dezembro 2002 no Boletim da República nº 50 e, em Assembleia
Geral de 8 de Novembro 2001, aprovados o actual Regulamento Interno.
Note-se
também o esforço que tem sido feito com o apoio dos sócios no
sentido de manter e melhorar a condição de funcionamento das instalações
do Clube, em que se destacam nos últimos anos, a reabilitação do
Salão Nobre, dos Balneários e Centro social dos funcionários do
Clube, a construção de uma sala de reuniões da Direcção e de
uma nova Portaria, a reabilitação da loja, a reabilitação da piscina dos pequenos, a reabilitação da área de sanitários dos trabalhadores, e obviamente a manutenção diária que instalação tão vastas requerem. |